Girl’s Garden: O primeiro jogo de Yuji Naka!


Se você é fã da SEGA, provavelmente já
ouviu falar de Yuji Naka, que é considerado por muitos como o “pai do Sonic”. Na verdade,
quem criou o personagem foi Naoto Ohshima, enquanto Yuji Naka foi o programador do jogo,
e ele fez um excelente trabalho. Mas bem antes de Sonic, ele programou muitos outros jogos
na SEGA. Você sabe qual foi a primeira criação dele? É o que a gente vai conferir aqui na
análise de Girl’s Garden. Girl’s Garden foi lançado pela SEGA para
o SG-1000 em 1984. Assim como os outros jogos do console, não se tem muitas informações
sobre ele na internet, então antes de qualquer coisa, eu procurei um scan do manual do jogo,
pra saber o melhor possível sobre a jogabilidade, e também achei algumas informações bacanas
na Wikipédia americana, mas as fontes eram todas em japonês, e aí eu comecei a pensar:
“Será que quem escreveu esse artigo traduziu ou entendeu esse conteúdo direito?” e fui
verificar eu mesmo. E aí eu vi que tinha uma entrevista muito legal com o Yuji Naka
sobre o jogo feita em 2002, onde ele fala de várias coisas sobre a criação dele.
Não foi muito divertido ter que traduzir uma entrevista em japonês, além de ler o
manual também em japonês, mas valeu a pena, porque eu descobri muita coisa legal, que
vocês vão saber também. Portanto, muita coisa que eu vou falar sobre a jogabilidade
eu só percebi mesmo depois de ler o manual, e outras curiosidades vieram dessa entrevista. Yuji Naka entrou pra SEGA em abril de 84,
e o supervisor dele pediu pra que ele tentasse fazer um jogo pra meninas como parte do seu
primeiro mês de treinamento. Então, ele se juntou a Hiroshi Kawaguchi, que também
era um novo programador na SEGA, e depois de uns dois meses, eles mostraram o progresso
deles em Girl’s Garden. O chefe deles gostou e disse que poderia ser transformado em um
jogo completo pro SG-1000. O interessante de tudo isso é que Hiroshi Kawaguchi na verdade
foi um grande compositor e músico dentro da SEGA, sendo o compositor da trilha sonora
de jogos como Hang-On, After Burner, Fantasy Zone, Space Harrier, OutRun, enfim… o cara
é brabo! Mas antes disso, ele estava como programador, porque a SEGA soube que ele tinha
mandado jogos pra revistas sobre programação, e esse foi o primeiro jogo dele na SEGA, ao
lado de Yuji Naka. O jogo foi feito na SEGA R&D2, o primeiro estúdio dedicado a jogos
para consoles na SEGA, onde Naka foi o designer e programador do jogo. Enfim, em Girl’s Garden, você controla Papri,
que é apaixonada por um garoto chamado Minto. O problema é que tem uma outra menina chamada
Cocco querendo chamar a atenção dele também, e ela não quer perder para Papri de jeito
nenhum. Sendo assim, as duas vão competir colhendo flores pra tentar impressionar o
garoto. De acordo com o manual, parece que as flores são mágicas também, sendo chamadas
de “flores do amor”. Você vai andando pelo jardim, e colhendo
as flores. Conforme o tempo passa, elas vão desabrochando, e com o tempo acabam murchando
também. Você tem que coletar 10 flores que já tenham desabrochado completamente, e o
seu progresso é mostrado na parte de baixo da tela. Se você pegar uma flor que ainda
não desabrochou por completo, você só ganha 10 pontos. Só tome cuidado pra não
pegar uma flor que já murchou, porque isso vai estragar seu buquê e reduzir suas flores
pela metade, e você não vai querer que isso aconteça. Depois de pegar 10 flores boas,
o Minto vai aparecer na janela da casa, e você volta pra lá para entregar o buquê
a ele, e assim passa de fase. Você tem pegar as 10 flores e voltar pra
casa antes que o tempo acabe, e quanto menos tempo levar, mais pontos ganha, obviamente.
Esse tempo é mostrado na parte de cima da tela. O Minto vai andando lentamente em direção
à Cocco. Se ele chegar até ela e você não completar seu objetivo, a Cocco vai fisgar
o cara e já era pra Papri! De acordo com o próprio Yuji Naka, a ideia
era colocar a Cocco como o timer do jogo, e pra não ser derrotada, a Papri precisava
pegar flores antes da sua rival. O timer faz parecer que o Minto tá inclinado a ir com
a Cocco, e não que as duas estão tentando inocentemente chamar a atenção dele, mas
é mais interessante do que um simples número pra mostrar o tempo restante. Você começa o jogo com 5 potes de mel, e
a cada fase que completar, você ganha mais um. Você tem que desviar de ursos durante
o caminho, mas às vezes não tem como escapar deles, e é nessa hora que você deixa um
pote de mel no chão, porque isso vai atrair o urso e ele vai te deixar em paz por um tempinho.
Você pode até encostar neles que não acontece nada, mas é um pote de mel por urso; eles
não dividem o mesmo pote. E não dá pra colocar potes de mel em cima das pontes, só
no chão normal mesmo. Se você ficar muito perto dos ursos, eles ficam azuis, se tornando
mais agressivos, e se eles te pegarem, você perde uma vida e o seu número de flores cai
pela metade também. O interessante é que as vidas aqui são chamadas de “Love”, e não
de “Lives”. Você também perde uma vida se cair na água. Se or ursos te pegarem quando
você já não tiver nenhum coração, é game over. Também tem umas abelhas, que são inofensivas;
você não precisa ficar com medo de encostar nelas. Elas passam pela fase e ocasionalmente
deixam alguns itens, como frutas, que dão pontos; e se você der sorte deixam um buquê,
que te dá 5 flores boas de uma vez só; um coração a mais de energia; ou um relógio,
pra você ganhar mais tempo pra acabar a fase. Mas às vezes elas deixam esqueletos no chão
também, e se você encostar neles, perde um coração na hora. Mas fique atento: se
você pegar uma flor boa enquanto uma abelha estiver parada sobre ela, você ganha 3 potes
de mel. Yuji Naka disse que a ideia era que se o jogo
tem flores, então tem abelhas polinizando, e que se tem mel, então tem ursos, já que
eles gostam muito de mel. A cada duas fases que você completa, vem
uma fase de bônus. Nelas, você apenas anda e pula, e tem que pular por cima de 20 ursos.
A altura e velocidade do pulo, assim como a distância, são sempre fixas, então você
tem que calcular direitinho o timing pra pular por cima deles. Se você encostar um milímetro
que seja num urso, já era. Cada urso dá 250 pontos. Se você conseguir pular por todos
os 20, não só você totaliza 5 mil pontos, como ganha mais 5 mil por completar a fase
de bônus com perfeição. Essas fases lembram até aquele joguinho do dinossauro do Google
Chrome, de quando a gente tá sem internet, né? Será que os criadores
jogaram Girl’s Garden? O jogo tem um dos melhores gráficos do SG-1000.
Pra quem não sabe, o SG-1000 tem mais ou menos o mesmo potencial gráfico do ColecoVision
ou do MSX. E eu posso dizer sem medo que esse é um dos jogos mais coloridos do console.
O cenário lá atrás é bonito, tem montanhas, nuvens se mexendo, e o visual
é um tanto bom. A única coisa que você talvez esteja estranhando
é que a câmera anda pros lados de um jeito bem travadinho, mas isso tem uma explicação:
é que o SG-1000 é um console que não foi projetado pra ter scrolling, que seria o movimento
da tela, ou a câmera acompanhando o personagem, então o cenário vai se deslocando aos poucos,
sem muita suavidade. Mas não só a câmera se mexe, como o cenário ainda tem camadas
diferentes! O jardim se mexe numa velocidade diferente das montanhas lá no fundo, e as
nuvens também se mexem por conta própria! Claro que não ficou lá muito suave, mas
considerando que o SG-1000 nem foi projetado pra esse tipo de coisa, é um bocado impressionante. O Yuji Naka afirmou que foi muito complicado
fazer a tela andar e mostrar a Papri, a abelha e os ursos ao mesmo tempo. Ele disse que o
SG-1000 só podia mostrar 4 sprites ao mesmo tempo, e só a Papri já usava dois, cada
um de uma cor, e ainda tinha a abelha, então não tinha como criar vários ursos. Pra isso,
a solução foi fazer os ursos serem parte do cenário. Ele disse que essa técnica era
bem avançada, e que foi o Kawaguchi que fez isso. Era bem problemático fazer as flores
desabrocharem e os ursos de mexerem pelo cenário, e no fim, foi o Kawaguchi que fez essa parte
dos ursos. Lembram que eu falei que não dá pra usar
potes de mel nas pontes? É porque apesar dos ursos andarem em cima das pontes, eles
são feitos de cenário, ou seja, o fundo deles não é transparente como os sprites
normais, e eu acho que só fizeram eles comendo mel com fundo amarelo mesmo, daí eles não
poderiam ficar em cima da ponte, senão ia ficar meio esquisito o fundo amarelo ali.
É bem fácil perceber que os ursos são feitos de cenários quando eles tentam se aproximar
de um lago, por exemplo, onde você consegue ver que eles são um quadrado com fundo amarelo.
Por esse motivo, dá até pra usar as flores como obstáculos entre a Papri e os ursos,
porque como os ursos e as flores são parte do cenário, e dois cenários não podem se
misturar, eles não podem passar por cima das flores. Ou seja, essa é uma forma bem
interessante de usar uma limitação do console e da programação pra sua própria vantagem.
E falando nisso, eu acho bacana também que os tipos de flores até variam entre as fases,
sendo quatro tipos diferentes. Além disso, também tem as fases de bônus.
A Papri e o Minto ficam bem pixelados nelas. Como o SG-1000 provavelmente não consegue
fazer sprites desse tamanho, eu acho que pra deixarem a Papri tão grandona, eles devem
ter dado algum tipo de zoom na menina. O curioso é que os ursos são maiores e não são pixelados, mas considerando que a Papri se mexe bem suavemente, os ursos se mexem desse jeito meio travadinho,
e também a explicação do Yuji Naka, eu creio que é bem seguro afirmar que aqui os
ursos também são feitos de cenários sendo animados, até porque tem muitos deles na
tela, e não daria pra colocar tantos assim. Enfim, fica meio discrepante a Papri estar
tão pixelada e os ursos não, mas não é nada que estrague o jogo. Apesar que Hiroshi Kawaguchi trabalhou na
programação do jogo, nessa época ele ainda não estava lá como compositor, portanto,
a trilha sonora foi composta por Tohru Nakabayashi e Katsuhiro Hayashi. Nakabayashi
fez as trilhas de jogos como Virtua Racing, do Mega Drive; e as versões de arcade de
Moonwalker e Thunder Blade. Já Hayashi fez as trilhas sonoras de jogos como Super Hang-On
e Galaxy Force, nos arcades, e também do Black Belt, do Master System. As músicas do jogo são boas. Apesar da variedade
ser baixa e serem bem curtinhas, elas são até bem bonitinhas e simpáticas. A melodia
da música principal é bacana, não é enjoativa, nem irritante, e combina super bem com o jogo.
Um detalhezinho bacana é a musiquinha de marcha nupcial que toca quando você entrega
o buquê pro Minto. As músicas do jogo também apareceram no
álbum SEGA SG-1000 30th Anniversary Collection, que foi lançado em 2013 no Japão pra comemorar
o aniversário de 30 anos do console. O jogo, dentro da proposta dele, não tem
nenhum grande problema. A única coisa que eu me atrapalhava um pouco era pra não cair
na água, porque às vezes eu tratava a água como se fosse uma parede e apertava demais
pro lado e acabava caindo lá. Aliás, não chegue nem perto da água, porque às vezes
você pode jurar que nem estava tão perto da beirada, e cai nela do mesmo jeito. Algumas
fases posteriores são bem difíceis também, porque o número de ursos aumenta e eles ficam
mais rápidos, e você não consegue potes de mel tão facilmente assim. Você também tem que esperar o urso já estar
com o pote de mel nas mãos antes de tentar passar por ele. Mas acho que a coisa mais
difícil é pegar o timing dos seus pulos nas fases de bônus, já que a distância
e altura são sempre fixas, então você tem que calcular muito bem. Se forem um ou dois
ursos dá pra passar por cima só pulando reto, e você só precisa pular pra frente
se forem três ou mais. Mas ainda assim, algumas fases de bônus exigem uma precisão cirúrgica
na hora dos pulos. Enfim, considerando a jogabilidade estilo arcade do jogo e a época dele,
é de se esperar. Apesar de ser um jogo que praticamente ficou
restrito ao Japão, dá pra ver que os textos são todos em inglês. A única coisa que
deixa meio óbvio que o jogo foi feito por japoneses é o “Engrish” ali na palavra “wellcome”,
que eles escreveram com dois L’s. Até onde eu sei, o jogo é infinito e não
tem final. O manual também não fala nada sobre número de fases e essas coisas, então
eu creio que ele seja infinito mesmo. Eu consigo chegar no máximo lá pra fase 11, e isso
treinando um bocado, porque ele vai ficando bem difícil! Mas de qualquer forma, é um
jogo divertido. É aquele tipo de jogo que você joga por diversão mesmo; pra fazer
pontos, não pra ver um final. Embora muita gente hoje em dia despreze certos jogos por
esse motivo, em 84 isso era super normal e eu não vejo isso como um problema. A capa do jogo é legalzinha. Tem uma ilustração
da Papri colhendo flores, os ursos, o Minto, a abelhinha… Inicialmente o traçado da
ilustração não me pareceu muito japonês, se a gente considerar o visual dos desenhos
japoneses dos anos 90 por exemplo, mas na verdade eles usaram um estilo de mangá que
era bem comum nos anos 70 e 80. Infelizmente, ao contrário dos primeiros jogos do SG-1000,
Girl’s Garden só saiu no Japão e em Taiwan. Em 2006, o jogo foi relançado brevemente
no GameTap, que era um serviço de jogos de videogame online. Mas o único relançamento
oficial de Girl’s Garden foi na coletânea SEGA 3D Fukkoku Archives 3: Final Stage, lançada
em dezembro de 2016 pro 3DS. Essa é a terceira coletânea de jogos clássicos da SEGA pro
3DS, e se o jogo encontrar um save da primeira coletânea no cartão de memória, você desbloqueia
Girl’s Garden pra jogar. A segunda coletânea saiu no ocidente, e a primeira não saiu em
mídia física, mas os jogos foram lançados separadamente em formato digital. Mas infelizmente,
sabe-se lá por que motivo, a terceira coletânea, e consequentemente Girl’s Garden,
só saíram no Japão. Apesar disso, de acordo com um artigo da Eurogamer,
em 2017 o jogo foi até considerado pra um relançamento no SEGA Forever, que foi uma
iniciativa da SEGA de trazer diversos jogos clássicos pra celulares, onde eles cogitaram
lançar Girl’s Garden também. Seria bem interessante, porque seria a primeira vez que o jogo sairia
oficialmente no ocidente de alguma forma, mas até a data em que eu postei esse vídeo,
isso ainda não aconteceu, e eu não tenho esperanças de que vá acontecer. Se por acaso
sair futuramente, eu faço questão de escrever um comentário aqui no vídeo e fixá-lo no
topo pra vocês ficarem sabendo. Em 2014, a SEGA lançou um anime chamado
Hi☆sCoool! SeHa Girls, que era sobre três estudantes de uma escola, que eram versões antropomórficas
do Mega Drive, Sega Saturn e Dreamcast. No 9º episódio, elas entram no jogo Chain Chronicle,
que é um jogo de celular da SEGA que faz bastante sucesso lá no Japão. Em um certo
ponto, elas tentam recrutar outras pessoas na taverna do jogo, e entre outros personagens,
elas dão de cara com o Minto, de Girl’s Garden. Rapaz, eles foram longe nas referências… Uma confusão sobre Girl’s Garden é quando
o jogo foi realmente lançado. Muitas fontes dizem que foi em 84, mas o Yuji Naka falou
que entrou na SEGA em abril, e que o jogo levou 5 meses pra ficar pronto. De acordo
com ele, naquela época demorava 3 meses pra fabricarem a ROM, então ele acha que seria
difícil o jogo ter realmente saído em 84, além de que panfletos de venda só foram
escritos em fevereiro de 85, e ele disse que o supervisor dele falou que fevereiro era
uma época ruim pra vender jogos novos. Mas eu não sei… Ele não afirmou categoricamente
na entrevista que foi isso, e sim que é o que ele acha. E embora faça sentido, as páginas
de catálogo da SEGA japonesa e outras fontes que encontrei, como scans de revistas e afins,
afirmam que o jogo saiu em 84 mesmo. E falando em vendas, Yuji Naka disse que foram
feitas 80 mil cópias, das quais 40 mil foram vendidas, e 30 mil ficaram na SEGA. De acordo
com ele, boa parte foi parar em Akihabara, porque jogar no lixo era mais caro. O jogo
foi lançado a 4300 ienes, e ele inclusive disse que nessa época, o jogo custava apenas
300 ienes em Akihabara, e que inclusive comprou uma cópia pra ele, pois na época não era
comum a empresa te dar o jogo de presente quando ele fosse finalizado. Também tem mais algumas curiosidades bacanas
na entrevista. Naka conta que apesar de sua primeira criação ter sido Girl’s Garden,
antes disso ele estava testando os mapas de uma versão em disco de Lode Runner pro acessório
SF-7000, mas essa versão nunca foi lançada, e era diferente da versão em cartucho que
foi lançada pro SG-1000. Ele não sabe por que o jogo foi cancelado. Ele também conta que não haviam instruções
de como fazer jogos na época que ele entrou na SEGA, então ele aprendeu lendo programas
de outras pessoas, e que se olhasse o programa dele hoje em dia, provavelmente ele se sentiria
um tanto envergonhado. Ele disse que como era um jogo pras meninas
se divertirem, a heroína tinha que ser uma garota. No caso, essa garota precisaria se
esforçar pra alguma coisa, mas ele não sabia exatamente no quê, então o Kawaguchi sugeriu
que fosse pra conquistar um garoto. Ele também contou que na época, ele não
tinha dado nome aos personagens, então os nomes Papri e Minto devem ter sido dados pela
pessoa que escreveu o manual do jogo. Yuji Naka tinha apenas 18 anos quando entrou
na SEGA, e com o passar do tempo, ele foi reconhecido como um dos programadores mais
renomados da história dos games, sendo reconhecido principalmente por causa do primeiro jogo
do Sonic, lançado em 91 pro Mega Drive. É muito bacana ver que desde 84, quando entrou
na SEGA, ele já mostrou pro que veio com Girl’s Garden, que usou muito bem
o hardware do SG-1000. Já Hiroshi Kawaguchi, como eu disse antes,
a partir do lançamento de Hang-On, em 85, se tornou músico e compositor na SEGA, sendo
reconhecido pelas trilhas sonoras de grandes clássicos da empresa, como Space Harrier
e OutRun, que até hoje são muito amadas pelos fãs. Enfim, Girl’s Garden é um ótimo jogo pro
SG-1000. Se você, assim como boa parte das pessoas, não conhece nada desse console,
é um ótimo jogo pra você começar a se aventurar nele. Ele é simples, divertido
e bem charmoso. Se você não pegou essa época dos jogos do início dos anos 80, talvez você
não goste muito, mas se você curte, esse aqui é altamente recomendado. Pra mim, ele
é um dos jogos mais legais do console, e mesmo que por emulador, vale a pena jogar
pelo menos uma vez pra conhecer.

53 thoughts on “Girl’s Garden: O primeiro jogo de Yuji Naka!

  1. Com certeza é um dos melhores jogos para o SG-1000. Um dia quero experimentá-lo. Yuji Naka foi uma outra excelente aposta da Sega ao lado de Yu Suzuki e Hiroshi Kawaguchi. Excelente vídeo, Filipe.

  2. Mais um excelente review!
    Primeiramente quero ressaltar o quanto nós temos a sorte de ter um canal no qual o dono sabe japonês e pode nos proporcionar informações diretamente da fonte, coisa que eu tenho certeza que dificilmente exista igual no mundo.
    E sobre o jogo, apesar de todo o milagre o Yuji Naka fez para programa-lo, o único comentário que eu posso fazer é: quanto trabalho e perigo só para conquistar um garoto, enfrentar ursos?Será mesmo que ele vale a pena? Kkkkkkkkkkk
    Mais um excelente vídeo cara.
    Parabéns pelo trabalhão que você teve.
    Valeu!

  3. O que é akihabara? Mestre, teus reviews estão cada vez melhores. Parabéns! Sobre os programadores, para mim são 2 gênios. As composições de Outurn são lindas. Ouço até hj enquanto trabalho ou dirijo. As versões estendidas que têm no port pro Saturn são absurdas. Abs!

  4. Olá SEGA RETRO BR. Eu gostaria de fazer um pedido pessoal: ver um vídeo sobre um jogo chamado "The Ninja" pra Master System ja ouviu falar? Ele é muito bom e inclusive parece que ele teve um port pra arcade. Queria que você olhasse com carinho esse meu pedido para fazer esse vídeo análise, mas claro que é só uma sugestão aqui para o seu canal, tabom? um abraço.

  5. Para informação, o nome do cenário onde o jogo se desenrola se chama "Jardim Misterioso" (ふしぎの花園 / "Fushigi no Hanazono").

  6. Cara, eu não sei se tu consegue ter idéia do teu talento e qualidade do conteúdo. Não temos nada parecido no cenário retrogamer br, o nível das análises é assustador. Parabéns, mil vezes parabéns pelo trabalho impecável.
    Sei que teu foco é Sega e tem um baita nicho, mas o canal tomaria outras proporções se expandisse pra todo o mercado. E ja ia esquecendo: POR FAVOR faz análise do Green Dog do Mega Drive, um dos games mais subestimados da plataforma (sofreu por ter sido lançado em 92 em meio a tantos lançamentos como Sonic 2, Street of Rage 2, Mortal Kombat, etc).

  7. Quanto tempo eu não via um vídeo seu!
    O formato tá um pouco diferente, mas ainda sou um fã.
    Eu já tinha ouvido falar desse jogo anos atrás mas nunca fui muito atrás pra conhecer.
    Parabéns pelo vídeo com bastante conteúdo, eu adoro a forma como você fala dos jogos, sempre com propriedade.

  8. Eu conheci o canal faz umas duas semanas e tenho gostado muito do que eu assisti até então. Ao que parece, você meio que segue um formato de "temporadas". Reparei que tiveram vários seguidos de Master System, depois de Mega Drive, e agora tá numa fase meio arcades da primeira metade dos anos 80/SG-1000. Você consegue me explicar um pouco mais sobre isso? E quais são os planos pro futuro? Vamos ter também sequências de vídeos sobre o Sega System-16 e o Saturn, por exemplo?
    Outra coisa: me parece que você é daqui do RJ também. Será que não rola um encontro de inscritos qualquer hora dessa?
    Parabéns pelo bom conteúdo. Daqui pra frente, pretendo continuar acompanhando.

  9. Seu trabalho de pesquisa é sem
    Igual Filipe! E a forma como apresenta o jogo é um espetáculo, da vontade de jogar… Parabéns por um excelente vídeo!

  10. Oi Filipe, boa tarde, como sempre um ótimo vídeo, gostaria de saber qual o emulador que vc usa pra rodar o sg 1000, e onde se consegue as roms dele, vc pode me dizer ?

  11. Como a vida é injusta. Eu não consigo fazer uma garota me dar bom dia, esse garoto tem duas que se arriscam com ursos por ele!

  12. Da outra vez que tu falou sobre eu fiquei jogando. Realmente um dos melhores games do SG-1000
    Tem até patch de tradução em português pra ele.

    Gráficos bem bonitos mesmo. Ainda mais comparando com Flicky.

  13. Acho que o Yuji Naka assistia muito Urusei Yatsura para ter bolado essa história pro jogo. 😀
    E obrigado por mais um ótimo vídeo!

  14. Obrigado pelo seu empenho em traduzir a entrevista, isso enriquece bastante seu conteúdo.

    Eu devo ter-lhe elogiado sobre isso antes mas… elogios nunca são demais: É bom ouvir sua narrativa e ver que a edição do vídeo está sincronizada ela. Obrigado pelo capricho.

    [Tempo 15:20] Se foram feitas 80k cópias, 40k foram vendidas e 30k ficaram na Sega, onde foram as outras 10k cópias do game?

    Sobre o game, creio que somente nós (ou mais velhos ou amantes da Sega) apreciamos. Pedi ao meu filho de 8 anos experimentar e … é claro que ele não gostou. Disse-me que estava com defeito pela rolagem da tela "quebrada". Por falar nisso, muito interessante o "efeito paralaxe" do cenário, será esse o primeiro game em consoles domésticos a ter esse efeito de deslocamento lateral em várias camadas de cenário?

    Obrigado pelo vídeo.
    Vidas Infinitas!

  15. Mas um excelente trabalho! Ótimo conteúdo e uma excelente apresentação, você tem nos brindado com os melhores conteúdos nostálgicos de toda mídia televisiva. Meus sinceros agradecimentos e parabéns por ter essa visão única que sempre nos presenteia com conteúdos de altíssima qualidade.

  16. Não sei vocês, mas um jogo com as ideias e a complexidade desse em 1984, em um SG-1000, é simplesmente fantástico. Eu tenho certeza de que me divertiria demais hoje em um jogo onde vc tem que catar flor pra conquistar o/a amor da sua vida.

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